Quando estou só, mas preenchida de mim, me sinto próxima do que realmente sou, e afastada das mais aparentes suposições.
Esse vazio de mim, esse cheio de eu, me faz aprender o quão desapegada sou das coisas, das pessoas. Mas me mostra o quanto fui ensinada a depender delas, como preciso delas.
Quietos são os ecos dos meus pensamentos, neste encanto absoluto onde só há eu a temer, só eu a julgar ou acusar.
Perco-me em criticas, me afundo em melancolia, me agarro às bordas desse buraco que me suga e me puxa em minha direção, a mim, a esta que escreve no silencio do agora, voando em devaneios, cortando-se em auto-avaliações, surgindo do nada, mudando, voltando, só ela, só eu.
Estar sozinha é uma boa saída para qualquer situação.
É um bom veneno para qual for a chateação, pode ser bom e bom pode não ser.
Nenhum comentário:
Postar um comentário